Saúde

Pioneiros no setor de saúde: um SGSI ISO/IEC 27001 certificado em plena pandemia

Implementação de um Sistema de Gestão da Segurança da Informação baseado na ISO/IEC 27001 para o principal serviço de emergência médica móvel do Uruguai, pertencente ao maior grupo de saúde do país.

Setor
Saúde — emergência médica móvel
País
Uruguai
Norma
ISO/IEC 27001
Resultado
Certificação sem não conformidades na etapa 2
Marco
Primeira instituição do setor no Uruguai

Problema

Em um setor tão sensível quanto o da saúde, a confidencialidade da informação clínica e pessoal não é mais um requisito técnico: é a base da relação com o associado. A instituição buscava consolidar essa confiança fortalecendo sua infraestrutura e suas práticas de segurança, com um marco reconhecido internacionalmente que pudesse demonstrar a terceiros.

Solução

Implementamos um SGSI conforme a ISO/IEC 27001 abrangendo a operação assistencial e os processos de apoio, sustentando o projeto durante os desafios sem precedentes da pandemia de COVID-19, com equipes trabalhando remotamente e a operação sob pressão excepcional.

Resultado

Certificação obtida sem nenhuma não conformidade na etapa 2 da certificação inicial —um resultado pouco frequente— e, além do certificado, uma cultura organizacional em que a segurança da informação passou a fazer parte da operação diária.


Contexto do cliente

O principal serviço de emergência médica móvel do Uruguai é referência no setor e integra o maior conglomerado de saúde do país. Seu compromisso histórico com o nível de serviço aos associados incluía, cada vez com mais peso, a integridade e a privacidade dos dados deles. A decisão de certificar não nasceu de uma exigência regulatória, mas de uma definição estratégica: demonstrar, com evidência auditável por um terceiro independente, que a informação dos seus associados está protegida.


O projeto

Objetivos

Implantar um SGSI robusto conforme a ISO/IEC 27001 que oferecesse um marco de segurança e confiança em todos os níveis da organização: direção, operação assistencial, tecnologia e associados.

Abordagem

Apesar das restrições impostas pela pandemia, o trabalho concentrou-se em estabelecer políticas, práticas e ferramentas alinhadas à norma, cuidando de cada detalhe da implementação. A análise de riscos foi feita sobre os processos reais da instituição, não sobre um modelo genérico, e a transferência de conhecimento à equipe interna fez parte do escopo desde o primeiro dia: o sistema tinha que ficar nas mãos da organização.

Resultados

Obteve-se a certificação ISO/IEC 27001 sem não conformidades na etapa crítica do processo. O verdadeiro feito, porém, é a cultura de segurança que permeou a organização e a posicionou como líder não só em atendimento, mas também na proteção da informação dos seus associados, sendo a primeira do setor a obter esse reconhecimento no país.


Reflexão e aprendizados

O projeto demonstrou que com determinação e foco é possível sustentar um processo exigente mesmo em tempos de incerteza global. A segurança não termina em uma certificação: é uma promessa de confiança aos associados e à sociedade.


Perguntas frequentes

Quanto tempo leva certificar a ISO/IEC 27001 em uma instituição de saúde?

Depende da maturidade inicial e do escopo, mas um projeto completo de implantação e certificação em uma organização do setor de saúde costuma ficar entre nove e dezoito meses, da auditoria de diagnóstico até a etapa 2 da certificação. Neste caso, o projeto foi desenvolvido durante a pandemia de COVID-19, com a equipe trabalhando de forma remota.

O que significa certificar sem não conformidades?

Significa que o auditor externo não encontrou, na etapa 2 da certificação inicial, nenhum descumprimento dos requisitos da norma —nem maior nem menor. É um resultado pouco frequente: o habitual é encerrar a auditoria com algumas não conformidades menores que a organização precisa sanar antes de receber o certificado.

A ISO/IEC 27001 cobre a proteção do prontuário do paciente?

A ISO/IEC 27001 não é uma norma específica de saúde, mas sua análise de riscos e seus controles se aplicam aos ativos de informação que a organização define em seu escopo, prontuário incluído. Complementa-se com a legislação de proteção de dados —a LGPD no Brasil, a Lei 18.331 no Uruguai—, que trata dados de saúde como dados sensíveis, com exigências reforçadas.

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